Entenda o impacto de uma Blefaroplastia.

Com o passar dos anos, notamos uma diferença no nosso olhar quando nos observamos no espelho. A região dos olhos, importantíssima para transmitir emoções, vai sofrendo diversas modificações com o envelhecimento. Assim como o crânio todo, as nossas órbitas sofrem um processo de absorção óssea, e com isso uma expansão da cavidade orbitaria, o que determina uma menor sustentação para o nosso globo ocular. Com essa perda de estrutura, temos uma exteriorização dos compartimentos de gordura, o que cria as famosas “bolsinhas” embaixo dos olhos.

Há também uma frouxidão ligamentar que se agrava, o que muda o formato dos olhos, que se tornam mais arredondados. Soma-se a tudo isso uma flacidez e excesso da pele, tanto da pálpebra superior quanto inferior. A blefaroplastia, ou cirurgia das pálpebras, visa a correção destas alterações, que tendem a se agravar com o tempo. Além do fator estético, essas alterações podem causar um problema funcional, principalmente quando o excesso de pele é tanto que começa a atrapalhar a visão do paciente. Existem diferentes técnicas e acessos para cada caso.

Normalmente, na pálpebra superior, é realizada uma incisão na “dobrinha” das pálpebras para retirada da pele e de excesso de gordura nas bolsas, o que resulta em uma cicatriz extremamente discreta que tende a sumir com o tempo. Para o tratamento da pálpebra inferior podemos somente retirar ou reposicionar a gordura, e quando necessário, retirar o excesso de pele. A cicatriz é posicionada logo abaixo da linha dos cílios, e é totalmente imperceptível quando bem realizada.

Algumas considerações importantes devem ser levadas em conta.

Não deve-se retirar pele em excesso; deve-se ter um mínimo de pele para a abertura e fechamento da pálpebra, e evitar tensão na cicatriz, obtendo-se um resultado natural. Quanto ao excesso de gordura nas “bolsinhas”, a tendência na cirurgia plástica moderna é a retirada modesta desse excesso, e o reposicionamento das bolsas. Isso para evitar um aspecto de olho encovado”, muito notado nas técnicas do passado, que muitas vezes conferiam um olhar mais envelhecido com o passar dos anos. O olhar mais aberto e desperto confere ao paciente uma aparência mais descansada e mais alegre, contribuindo para uma feição mais leve.

Dra. Sheila Mulatti – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica