A cirurgia de mamoplastia é uma das cirurgia mais procuradas no Brasil e no mundo.

A mama é composta com glândula mamária (responsável pela produção do leite para amamentação), e tecido gorduroso mamário. Com o passar dos anos, a mama vai sofrendo um processo natural, onde existe uma substituição gordurosa da mama, ou seja, passamos a ter menos glândula e mais gordura. Adiciona-se a isso uma flacidez que resulta em um excesso de pele, muitas vezes agravado após a amamentação.

Todas essas alterações colaboram para o quarto que chamamos de ptose mamária, ou queda das mamas. Existem diferentes graus de acometimento, do mais leve ao mais grave. Essas alterações são corrigidas com a cirurgia de suspensão das mamas, ou mamoplastia. A técnica a ser utilizada vai depender do grau de queda, da quantidade de pele a ser retirada, e do volume mamário que a paciente já possui.

A decisão de colocar ou não prótese vai depender principalmente do volume anterior da mama, e do desejo da paciente de aumento desse volume. Quando a paciente já perdeu grande parte do volume, e a mama tem característica de componente menos glandular, a mama terá menos estrutura e sustentação.

Nesses casos, normalmente associamos a mamoplastia a inclusão de um prótese, que não precisa necessariamente ter um grande volume, mas sim o volume adequado para chegar ao resultado desejado pela paciente, proporcional a sua estrutura corporal. Quando a paciente tem um volume mamário maior, porém com queda das mamas e flacidez associada, a indicação seria para uma mamoplastia sem prótese. Levando-se em consideração que a paciente tem tecido mamário suficiente, o resultado de remodelamento desta mama costuma ser excelente, sem a necessidade de associar a inclusão de prótese.

Dra. Sheila Mulatti – Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica